Chuvas de meteoros em 2026 terão condições favoráveis de observação no

Entre os destaques do ano estão as Geminidas, com pico em 14 de dezembro, consideradas a chuva mais intensa e confiável do calendário astronômico

30/12/2025 09H50

O ano de 2026 trará condições especialmente favoráveis para a observação de chuvas de meteoros no Brasil, principalmente pela menor interferência do luar nos principais picos de atividade. A avaliação é do astrônomo Dr. Marcelo De Cicco, coordenador do projeto de monitoramento de meteoros Exoss, parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI).

A pedido do Observatório Nacional, o pesquisador elaborou um guia com as principais chuvas de meteoros esperadas para 2026, destacando tanto os eventos mais importantes do calendário anual quanto aqueles que são privilegiadamente visíveis no Hemisfério Sul e dependem da colaboração de observadores brasileiros.

Entre os destaques do ano estão as Geminidas, com pico em 14 de dezembro, consideradas a chuva mais intensa e confiável do calendário astronômico. Em 2026, o fenômeno ocorrerá sob Lua Crescente com pouca iluminação, garantindo céu escuro durante boa parte da noite e uma taxa estimada de até 150 meteoros por hora.

Outra chuva aguardada é a Orionídeas, com pico em 21 de outubro, associada aos detritos do cometa Halley. As condições também serão favoráveis, com a Lua se pondo antes da madrugada e permitindo boa visibilidade do radiante na constelação de Órion. As Líridas, em abril, e as Eta Aquáridas, em maio, completam a lista das principais chuvas do ano, embora esta última seja prejudicada pelo forte brilho lunar.

O guia também chama atenção para chuvas pouco observadas internacionalmente, mas visíveis de forma privilegiada no Hemisfério Sul, como as Alpha Centaurids, Eta Eridanids e Puppid-Velids. Segundo o Exoss, observadores brasileiros têm papel fundamental no registro dessas chuvas, ajudando a suprir a carência de dados da Organização Internacional de Meteoros (IMO).

Outro destaque de 2026 será a chamada temporada das bolas de fogo, associada ao Complexo das Tauridas, ativo entre setembro e dezembro. Em novembro, a coincidência dos picos com a Lua Nova criará condições ideais para a observação de meteoros lentos e extremamente brilhantes, alguns comparáveis ao brilho do planeta Vênus

SOBRE O EXOSS

Apoiado pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), o Projeto EXOSS é uma rede colaborativa, que busca conhecer as origens, natureza e caracterização de órbitas dos meteoros. Para isso, integra as estações de monitoramento montadas por seus associados, obtendo imagens em diversos locais – entre os quais, na sede do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, e no Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), também do ON, em Itacuruba, Pernambuco.

Essa rede reúne e analisa, ainda, os relatos e imagens enviadas pelo público. Na página do EXOSS na Internet é possível obter mais informações sobre a rede e ver maneiras de colaborar. Saiba mais.

SOBRE O OBSERVATÓRIO NACIONAL

Fundado em 1827, o Observatório Nacional (ON) é uma Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que desempenha um papel fundamental na construção e desenvolvimento dos campos científicos da Astronomia, Geofísica e Metrologia em Tempo e Frequência no Brasil, nas quais realiza pesquisa, desenvolvimento e inovação, com reconhecimento nacional e projeção internacional. Suas atividades incluem a formação de pesquisadores em cursos de pós-graduação, geração, conservação e disseminação da Hora Legal Brasileira e a divulgação e popularização do conhecimento científico produzido. Saiba mais em: http://www.on.br/


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