Em visita, Itaipu acompanha iniciativas da Unicentro voltadas à saúde e agricultura urbana
Ação integra o Programa de Extensão para a Sustentabilidade Territorial financiado pela Itaipu

A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) recebeu, nesta semana, representantes da Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec para uma série de visitas técnicas voltadas ao acompanhamento de projetos desenvolvidos nas áreas de saúde e agricultura urbana.
A analista educacional Ana Carolina Neumann Barbiero explicou que as visitas fazem parte do Programa de Extensão para a Sustentabilidade Territorial, financiado pela Itaipu Binacional em parceria com o Itaipu Parquetec. Segundo ela, neste ano, 115 projetos foram contemplados em universidades públicas do Paraná e do Mato Grosso do Sul. “Esse contato serve para entendermos como as ações estão sendo executadas, quais dificuldades existem e de que forma podemos auxiliar os professores e as equipes no desenvolvimento das ações”, apontou.
Ana Carolina também destacou a importância da conexão entre universidade e comunidade. “Nosso objetivo é compreender se os projetos estão articulados com as demandas reais dos territórios e dos Núcleos de Cooperação Socioambiental, outro projeto da Itaipu Binacional, fortalecendo esse vínculo entre conhecimento acadêmico e transformação social”, acrescentou a analista educacional da Itaipu Parquetec.
A programação de quarta-feira (13) incluiu a apresentação das atividades do projeto “Redes de apoio comunitário para promover qualidade de vida e adesão ao tratamento das condições crônicas”, coordenado pela professora Maria Cristina Umpierrez Vieira da Unicentro. A iniciativa é desenvolvida no bairro Morro Alto, Vila Carli e na unidade de saúde Campo Velho, com ações voltadas ao cuidado e acompanhamento de pessoas com doenças crônicas.
A coordenadora das atividades no Morro Alto, professora Silviane Galvan Pereira, destacou que o principal objetivo é fortalecer os vínculos comunitários e oferecer suporte aos participantes por meio de atividades coletivas. “O projeto trabalha junto com a unidade básica de saúde, a universidade e o poder público. A partir disso, são realizadas atividades voltadas ao bem-estar, memória, alimentação, sono, atividades lúdicas e práticas físicas, sempre de acordo com a realidade e as demandas dos participantes”, explicou.
Já nesta quinta-feira (14), a programação seguiu no câmpus Cedeteg, com uma apresentação do Núcleo de Apoio à Agricultura Urbana (NAU) e visitas a hortas comunitárias acompanhadas pela universidade. Segundo o coordenador do NAU, professor Paulo Nobukuni, além de avaliar os resultados, o encontro também permite diálogo e troca de experiências entre os grupos envolvidos. “A equipe da Itaipu vem acompanhar os resultados dos trabalhos e entender como essas ações estão acontecendo na prática. É uma avaliação importante, mas também colaborativa, pensando em melhorias e no fortalecimento das iniciativas”, destacou o docente do Departamento de Geografia da Unicentro.
O professor também ressaltou o crescimento das ações ligadas à agricultura urbana em Guarapuava e região. Atualmente, cerca de 12 hortas estão em processo de implantação ou acompanhamento pela universidade. “Ficamos felizes porque isso mostra que o projeto está crescendo e alcançando mais espaços da cidade. Ao mesmo tempo, é uma responsabilidade grande, porque percebemos a dimensão que essas ações estão tomando”, comentou Nobukuni.
Uma das visitas foi à horta comunitária da Associação de Moradores do bairro São João, que ainda está em fase inicial, mas já mobiliza moradores e parceiros da comunidade. Terezinha Aparecida Almeida Silva, de 58 anos, encontrou no projeto uma forma de retomar o contato com o trabalho na terra, atividade que fazia quando morava no interior. “Eu gosto de lidar na horta. Aqui já plantamos alface, couve, cebolinha e flores. Algumas coisas acabaram se perdendo com a geada, mas a gente continua trabalhando”, contou.
Dona Terezinha também destacou que a iniciativa fortalece a convivência entre os participantes e pode contribuir para a geração de renda das famílias. “A ideia é fazer feirinha para vender os produtos e ajudar no gasto da casa. Eu gosto de estar aqui, de mexer na horta e de estar com os amigos”, completou.
(Por Poliana Kovalyk)
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