O sangue, o silêncio e a descoberta
* Por Rogério Thomas
Foto: Rogério Thomas/Gmais
* Por Rogério Thomas
Há doenças que chegam como um estrondo. Outras chegam em silêncio.
Durante anos, eu não fazia ideia de que carregava uma condição genética rara, silenciosa e perigosamente subnotificada: a hemocromatose hereditária. Uma doença que faz o organismo absorver ferro em excesso, acumulando lentamente esse metal em órgãos vitais como fígado, coração e pâncreas. Quando não diagnosticada a tempo, pode causar cirrose, diabetes, arritmias, fadiga crônica e até insuficiência cardíaca.
O mais assustador é que milhares de pessoas convivem com ela sem saber.
Os sintomas são vagos. Cansaço. Dores articulares. Desânimo. Alterações aparentemente comuns. Muitas vezes o diagnóstico demora anos, quando chega. Em inúmeros casos, nunca chega.
Foi somente graças ao olhar atento e experiente do hematologista Dr. Rubens Sponholz Venske Junior que descobri o problema antes que ele causasse danos mais graves.
E é justamente aí que esta história deixa de ser apenas pessoal.
Porque falar sobre a minha descoberta é também falar sobre excelência médica, sobre profissionais comprometidos e sobre um dos serviços de saúde mais importantes do Paraná: o Hemocentro Regional de Guarapuava.
O lugar onde compreendi que medicina de qualidade não se resume a tecnologia. Ela começa na atenção. No cuidado. Na escuta.
O Hemocentro de Guarapuava integra a rede estadual Hemepar, referência em hematologia e hemoterapia no Paraná, atendendo pacientes de dezenas de municípios da região. Mais do que um centro de coleta de sangue, tornou-se uma estrutura altamente especializada no acompanhamento de doenças hematológicas complexas.
Quando entrei naquele ambiente pela primeira vez, imaginei encontrar apenas um serviço técnico. Encontrei algo raro: humanidade.
Existe uma diferença enorme entre ser atendido e ser acolhido.
E talvez seja justamente isso que faz o Hemocentro de Guarapuava alcançar um padrão tão elevado de reconhecimento. Ali, profissionais trabalham diariamente com precisão técnica, mas também com empatia. Da recepção às equipes de enfermagem, dos laboratórios aos médicos hematologistas, percebe-se um compromisso verdadeiro com o paciente.
Em tempos em que a saúde muitas vezes se torna impessoal e acelerada, encontrar profissionais que olham nos olhos do paciente tornou-se quase um luxo.
No meu caso, o tratamento exigiu acompanhamento constante e procedimentos terapêuticos específicos para redução do excesso de ferro no organismo. E foi nesse processo que passei a entender algo que deveria servir de alerta para toda a população: exames salvam vidas.
Muitas doenças hematológicas são silenciosas. Algumas evoluem lentamente. Outras podem ser confundidas com problemas comuns do cotidiano moderno: estresse, cansaço, má alimentação.
Por isso, insistir na prevenção não é exagero. É responsabilidade.
A hemocromatose hereditária, por exemplo, é considerada uma das doenças genéticas mais subdiagnosticadas do mundo. Especialistas apontam que muitas pessoas convivem décadas com alterações laboratoriais sem investigação adequada. Em inúmeros casos, o excesso de ferro só é descoberto quando já provocou danos irreversíveis.
E é justamente por isso que profissionais especializados fazem tanta diferença.
O trabalho desenvolvido pelo Hemocentro Regional de Guarapuava vai muito além da hemoterapia tradicional. A estrutura oferece acompanhamento hematológico especializado, triagem, orientação clínica e suporte técnico com elevado padrão de qualidade. O centro integra uma das principais redes públicas de hematologia do país.
Mas números e estruturas não contam toda a história.
O que realmente impressiona é o nível dos profissionais envolvidos.
O cuidado da equipe, a competência médica, a atenção aos detalhes e o comprometimento humano transformam o atendimento em algo raro de encontrar.
Em um país onde tantas vezes o sistema de saúde enfrenta dificuldades, Guarapuava possui um patrimônio silencioso funcionando diariamente para salvar vidas.
E talvez muita gente ainda não tenha dimensão disso.
Vivemos uma cultura que procura ajuda médica apenas quando o corpo entra em colapso. O brasileiro, em geral, ainda negligencia exames preventivos, acompanhamento clínico e investigação de sintomas persistentes.
Isso precisa mudar.
Cuidar da saúde não é sinal de fraqueza. É inteligência. É maturidade. É respeito pela própria vida.
Buscar profissionais experientes e especializados pode representar a diferença entre um diagnóstico precoce e anos de sofrimento silencioso.
Hoje, olhando para trás, tenho consciência de que o diagnóstico precoce da hemocromatose mudou completamente meu futuro. E tenho absoluta convicção de que isso só foi possível graças à competência médica e ao trabalho exemplar desenvolvido em Guarapuava.
Por isso este texto também é um agradecimento.
Ao Hemocentro Regional de Guarapuava.
Ao Dr. Rubens Sponholz Venske Junior.
À equipe técnica.
À enfermagem.
A todos os profissionais que diariamente trabalham para transformar conhecimento, ciência e humanidade em cuidado real.
Porque existem lugares que apenas atendem pacientes.
E existem lugares que devolvem tranquilidade, dignidade e esperança.
O Hemocentro de Guarapuava pertence a essa segunda categoria.
Rogério Thomas
Formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) em Comunicação Social - Bacharelado em Jornalismo. Já correu esse mundão de Deus, mas ainda não viu de tudo.Veja Mais
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