Unicentro recebe Selo Clima Paraná por ações de sustentabilidade
O selo coloca a Unicentro em destaque entre instituições de ensino superior
Foto: Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável
A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) teve o Câmpus Cedeteg reconhecido com o Selo Clima Paraná – Categoria A, nível máximo da certificação concedida pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). A premiação, realizada nessa terça-feira (2 de dezembro de 2025) em Curitiba, reconhece instituições públicas, privadas e municípios que adotam práticas efetivas de mitigação das mudanças do clima, ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento das práticas de responsabilidade socioambiental.
Criado pelo Governo do Paraná em 2015, o Selo Clima Paraná avalia critérios como uso de energia renovável, compensação das emissões de gases de efeito estufa, implementação de programas sociais e boas práticas de governança e inovação tecnológica. As classificações vão de A a D, sendo A o nível mais alto de conformidade, enquanto instituições que não atingem os requisitos mínimos não recebem a certificação. Nesta edição, foram 308 iniciativas premiadas.
Para o diretor do Setor de Ciências Agrárias e Ambientais da Unicentro, professor Sidnei Osmar Jadoski, idealizador e responsável pelo inventário do câmpus, o reconhecimento é fruto de um trabalho que agora ganha forma e transparência. “Sabemos que inúmeras atividades são feitas pela direção, pelos professores, pelas pesquisas e pelos extensionistas. O que faltava era reunir e demonstrar esse trabalho. O selo coloca a Unicentro em destaque entre instituições de ensino superior, porque são poucas que têm essa certificação, e ainda no nível máximo”, comemorou.
O docente acrescentou que a certificação também serve como exemplo pedagógico. “O fato de a Unicentro conquistar o Selo Clima Paraná em nível A serve como exemplo aos alunos, que recebem ensinamentos teórico-práticos e ainda têm o exemplo institucional de compromisso com o desaquecimento global”, disse.
Entre as iniciativas reconhecidas pelo selo, o diretor do Câmpus Cedeteg, professor Ricardo Yoshimitsu Miyahara, destacou projetos de coleta seletiva, práticas de agroecologia, planejamento de reflorestamento, atividades de educação ambiental com escolas, projetos de extensão universitária e estudos sobre cenários climáticos futuros. O câmpus também consolidou o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, avançou no licenciamento ambiental, realizou levantamentos de eficiência energética, promoveu adequações estruturais para reduzir o consumo de energia e investiu na modernização de equipamentos e rotinas, fortalecendo a política institucional de sustentabilidade.
Para Ricardo, o reconhecimento também impõe um compromisso permanente. “Daqui para frente, o trabalho é ainda maior, porque manter esse selo significa realizar, ano após ano, atividades, projetos e ações de conscientização que ampliem nossa eficiência energética”, afirmou. O diretor acrescentou que o câmpus ainda possui outros projetos submetidos, como a implantação de uma fazenda solar. “Se aprovado, esse sistema com placas fotovoltaicas permitirá uma redução ainda maior no consumo de energia elétrica do câmpus”, completou.
O reitor da Unicentro, professor Fábio Hernandes, comemorou o reconhecimento e afirmou que a certificação reforça o compromisso institucional com a sustentabilidade. “Estamos muito felizes. Isso mostra nosso engajamento com a proteção do meio ambiente e o controle das emissões de gases. Encaminhamos toda a documentação ao edital da Sedest, e foi comprovado que a Unicentro cuida com responsabilidade desse tema”, disse.
Fábio lembrou que a região viveu recentemente um evento climático extremo, reforçando a importância de instituições públicas atuarem na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Para ele, o selo tem efeito multiplicador. “Este selo desperta ainda mais o interesse da nossa comunidade. Já temos vários projetos, inclusive com estudantes do ensino médio que estiveram na COP 30, e iniciativas de preservação de nascentes e do meio ambiente. Estamos otimistas que muitos outros projetos virão nesta linha”, destacou.
Por Poliana Kovalyk
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